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BSV Especial Coronavírus #68 Não vale a pena ver de novo

Geórgia Santos
11 de agosto de 2021

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Nesta semana, não vale a pena ver de novo. Voto impresso, golpismo e a volta do vírus que não foi.

Nos últimos tempos, é como se o Brasil fosse uma versão continental do Canal Viva. A gente vive de reprises. O primeiro episódio reprisado desse novelão é a votação da PEC do voto impresso. Na noite de terça-feira, 10 de agosto de 2021, os deputados federais apreciaram a Proposta de Emenda Constitucional que propunha o retorno do voto no papel. Ou melhor, com recibo, porque o voto seria eletrônico, mas teria um comprovante impresso. O presidente da Câmara, Arthur Lira, resolveu levar o texto ao plenário mesmo após rejeição da comissão que avaliou o tema. A PEC do voto impresso foi rejeitada e Jair Bolsonaro foi derrotado.

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Afinal, é ele quem quer voltar ao passado com medo de perder a próxima eleição

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Bolsonaro e os filhos foram eleitos pelo voto eletrônico e isso nunca foi problema. Agora, na iminência de ser derrotado em 2022, começa a levantar suspeitas sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro. Segundo ele, que admite que não tem provas, ele teria ganho no primeiro turno em 2018. É a primeira vez que o candidato que venceu alega que a eleição foi uma fraude.

Mas isso nos leva ao segundo episódio reprisado da nossa história: o golpismo. Porque é disso que se trata essa balela de voto impresso. É permissão pra um golpe de estado na eventualidade de derrota. Tanto é assim que o governo promoveu, inclusive, uma tentativa de constrangimento, com um patético desfile de tanques de Guerra  minguados em Brasília.

A PEC precisava de 308 votos para ser  aprovada, mas teve o apoio de APENAS 229 deputados. Outros 218 votaram contra e 64 não votaram. É uma derrota, mas talvez seja um alerta. Será que temos 229 deputados dispostos a apoiar um evento golpe? Ou será que é forçar? Vamos ver.

E como se não bastasse, o terceiro episódio da reprise brasileira do inferno é a volta do vírus que nunca foi. Então, para entender a variante Delta, conversamos com o Dr. Alexandre Zavascki, médico infectologista e professor da Universidade Federal do rio grande do Sul.

 

Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol. Você também pode ouvir o episódio no SpotifyItunes e Castbox

 

Vós Pessoas no Plural · BSV Especial Coronavírus #68 Não vale a pena ver de novo

Foto original de capa: Marcos Corrêa/PR

Montagem de capa: Geórgia Santos

Áudio de apoiadores de Jair Bolsonaro usados no podcast: Uol

 

 

 

 

 

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Todo Dia Oito #6 Bertha, a mulher que era muitas

Geórgia Santos
8 de agosto de 2021
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Todo dia Oito. Todo dia oito, uma história. Todo dia oito, uma mulher
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No sexto episódio do podcast, Bertha, a mulher que era muitas. Ela tentou quebrar o sistema fazendo parte dele – e em todas as frentes possíveis. Bertha Lutz foi estudante, professora, cientista, poetisa, sufragista, política, deputada federal, ativista, feminista. E , de certa forma, conseguiu. Conquistou avanços importantes e foi responsável por incluir os direitos das mulheres na carta da ONU. Mas será que todo mundo sabe disso?
 
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Produção: Vós
Pesquisa: Flávia Cunha e Geórgia Santos
Roteiro: Geórgia Santos e Flávia Cunha
Direção Artística: Raquel Grabauska
Apresentação e edição: Geórgia Santos
Trilha sonora original: Gustavo Finkler
Raquel Grabauska como Bertha Lutz
Os áudios de Bertha Lutz fazem parte do acervo do Fundo da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino do Arquivo Nacional.

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Ativismo e Arte #1 Entrevista com Raquel Grabauska

Flávia Cunha
2 de agosto de 2021

“A gente sabe que está ativa, está militando, está resistindo o tempo todo.”

 Marielle Franco, vereadora, militante e ativista

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A luta da vereadora brutalmente assassinada no Rio de Janeiro foi lembrada por Raquel Grabauska durante a entrevista para o projeto Ativismo e Arte. Atriz, diretora e produtora teatral, Raquel vem desempenhando um papel fora dos palcos e bastidores artísticos. Desde 2020, tornou-se propulsora de ações sociais para ajudar quem passa (ainda mais) dificuldades durante a pandemia. Apesar do resultado visível do projeto CQM+, nossa entrevistada preferiu não se classificar como ativista, quando questionada a respeito. Em seu entendimento, considera o termo algo “maior”, que remete a nomes como o de Marielle.

Por isso, preferiu se intitular como “ativa e artista”. O jogo de palavras entre ativa e ativista parece fazer mesmo muito sentido. Pois é preciso estar em ação para tentar mudar o mundo ao nosso redor. Dentro dessa perspectiva, não existe projeto social menor ou menos relevante, em uma sociedade tão injusta e desigual como a brasileira. 

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CMQ+

O projeto CQM+ foi criado pelo Cuidado Que Mancha, grupo artístico do qual Raquel Grabauska faz parte há mais de 20 anos. Atualmente, a iniciativa conta com 14 voluntárias que recebem doações, como alimentos, agasalhos e outros itens, como móveis e eletrodomésticos. Os donativos são destinados para 23 áreas de Porto Alegre (RS), através da conexão direta com líderes comunitários. “A gente valoriza quem está na comunidade. São os líderes comunitários que sabem as necessidades de sua região”, enfatiza Raquel. 

Para manter o projeto CQM+ ativo, foi criada uma campanha de financiamento coletivo recorrente. Além de contribuir para que as doações sigam sendo destinadas a quem precisa, a ajuda também é necessária para que o Cuidado que Mancha consiga recursos para alugar uma nova sede. 

Os interessados em colaborar, podem acessar este link:  https://apoia.se/cuidadoquemanchamais

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Ativismo e Arte?

Apesar de não considerar que o ativismo tenha interferido em seu fazer artístico, Raquel ponderou que durante a pandemia não conseguiu fazer projetos culturais destinados ao público infantil. “Comecei a trabalhar conteúdos mais voltados para adultos, como vídeos sobre maternidade”, recorda.  Além disso, criticou a condução de editais emergenciais criados pelo poder público para auxiliar a classe artística. “Teve um em que o critério era a ordem de inscrição. Ou seja, ver qual artista tinha a Internet mais rápida e era ágil para digitar seu projeto”, lamentou. Apesar do desconforto, inscreveu-se, por acreditar ser importante para os artistas ocuparem esses espaços. Porém, encontrou uma solução para deixar evidente sua postura crítica. Seu projeto, aprovado, chamou-se “Não me peça para ser criativa”. Uma subversão necessária, convenhamos.

 

 

Depois de encerrada a conversa com a minha entrevistada, precisei discordar da opinião dela a respeito da própria trajetória. Saí da gravação com a certeza que Raquel é uma ativista. E das boas, por fazer esse trabalho de forma sensível e verdadeira.  

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Raquel Grabauska

Atriz, diretora e produtora teatral. Atua há mais de 20 anos no Cuidado que Mancha, uma companhia de música, teatro e literatura voltada ao público infantil. Já publicou 6 livros, além de ter escrito textos dramatúrgicos para espetáculos teatrais. Também é diretora artística do podcast Todo Dia 8, uma produção do Vós.

 

Ouça o podcast com a entrevista completa

 

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Ativismo e Arte – Quem Faz

Uma produção Vós e F Cunha Produtora

Apresentação e produção: Flávia Cunha

Edição de imagem e concepção gráfica: Flávio Siqueira

Edição de áudio: Geórgia Santos

 

 

 



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Cantinho da Leitura #9 A importância do brincar na infância

Geórgia Santos
30 de julho de 2021
No nono episódio do podcast Cantinho da Leitura, a importância do brincar na infância. A jornalista Geórgia Santos conversa com Flávia Cunha, jornalista, mestre em Literatura pela UFRGS, produtora editorial de livros infanto-juvenis e colunista do Vós. O Cantinho da Leitura é um podcast parceiro da Cia das Letrinhas.
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A brincadeira é fundamental para o desenvolvimento infantil e algo tão natural como respirar para as crianças
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Mas a verdade é que, muitas vezes, o excesso de tecnologia pode tirar da rotina dos pequenos esse hábito tão saudável e essencial para a exercitar a capacidade criativa. E é por isso que no episódio de hoje a gente vai falar sobre a importância do brincar e trazer dicas de livros de uma especialista no assunto, a jornalista e produtora cultural Gabriela Romeu, que trabalhou na Folhinha, o suplemento infantil da Folha de São Paulo, é a criadora do projeto “Infâncias”.
 
 
Nas sugestões de leitura para as crianças, Diário de uma garota, da Maria Julieta Drummond de Andrade, Editora Record; Barangandão arco-íris, de autoria de Adelsin, editora Peirópolis; De Roda em Roda, brincando e cantando o Brasil, de Teca Alencar de Brito e Taísa Borges, editora Peirópolis; Lá no Meu Quintal, de autora de Gabriela Romeu e Marlene Peret, editora Peirópolis; Tutu Moringa, história que bisavó contava, de Elizabeth Rodrigues da Costa e Gabriela Romeu, editora Companhia das Letrinhas.
 

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BSV Especial Coronavírus #67 O Fundão e o Centrão

Geórgia Santos
21 de julho de 2021

Nesta semana, a crise do Fundão e do Centrão.

O Congresso Nacional aprovou, na semana passada, o Fundo Eleitoral de 5,7 bilhões de reais. O montante foi aprovado durante a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022.  Três vezes o valor previsto para as eleições de 2018.

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Agora, cabe ao presidente Jair Bolsonaro sancionar a LDO integralmente, parcialmente ou vetar o texto
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Ele já disse que pretende vetar. Mas é um movimento curioso, já que os filhos votaram a favor do texto. Os filhos Eduardo e Flávio, deputado e senador, respectivamente, e os aliados na Câmara e no Senado. Os mesmos filhos e aliados que se diziam contrários à proposta e que agora culpam Marcelo ramos (PL-AM), vice-presidente do Câmara, que conduziu a sessão de votação.

O argumento é de que votaram pela aprovação do aumento do Fundão porque o texto apresentava uma série de dispositivos para orientar a LDO de 2022. Porque o orçamento, em si, precisava ser aprovado, senão atrasaria o orçamento do governo para o próximo ano.

Mas é mentira. Ele só precisava ser aprovado para o Congresso entrar em recesso. Ou seja, a grosso modo, se não eram a favor, tinham pressa em parar de trabalhar.

E a história não termina aí. Porque além do desgaste de aprovar a matéria e precisar se justificar, os aliados de Bolsonaro conseguiram irritar o Centrão pelo caminho, que é a favor do Fundão. E o próprio Bolsonaro conseguiu a proeza de atacar Marcelo ramos. Que não deixou quieto.

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O resultado? Jair Bolsonaro indicou uma “pequena mudança ministerial” para a próxima segunda-feira, dia 26
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Segundo a jornalista Natuza Nery, da Globonews, o presidente cogita colocar o senador Ciro Nogueira (PP-PI), líder do Centrão, na Casa Civil. Ele também estuda recriar o Ministério do Trabalho e Previdência acomodar Onyx Lorenzoni, atualmente ministro da Secretaria-Geral do governo. Por que? Para abrir vaga para Luiz Eduardo Ramos, hoje na Casa Civil.

Eita que nem o recesso dá folga. Isso sem falar no stalker de Flávio Bolsonaro e a Amazônia, que tem primeiro semestre de 2021 com maior área sob alerta de desmate em seis anos. Salles, é você?

Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.  Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

Vós Pessoas no Plural · BSV Especial Coronavírus #67 O Fundão e o Centrão
 
Imagem: Isaac Nobrega/PR
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BSV Especial Coronavírus #66 Presidente doente entre a CPI, militares e evangélicos

Geórgia Santos
14 de julho de 2021

Nesta semana, a doença do presidente que anda para a CPI , os militares saindo da caserna e um ministro terrivelmente evangélico.

O presidente Jair Bolsonaro passou mais de dez dias com soluços. Passou mal em um jantar em Bento Gonçalves, no rio grande do Sul, e, segundo pessoas próximas, não estava nada bem. Depois de praticamente desintegrar diante do público, foi internado com fortes dores abdominais. Bolsonaro está doente. Talvez ele não esteja tão tranquilo com relação à CPI como quer fazer crer.

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Nem Bolsonaro, nem os militares, que se ofenderam com as declarações do presidente da CPI, senador Omar Aziz
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Os militares foram longe demais. Em nota assinada pelo ministro da Defesa, general Braga Netto, pelo comandante do Exército, general Paulo Sérgio, da Marinha, Almir Santos, e pelo da Força Aérea, Carlos Baptista Júnior, os militares afirmam que “não aceitarão qualquer ataque levado às instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”. A pergunta que fica é: vão fazer o que? Lembrando que até o momento, a CPI da Pandemia identificou integrantes e ex-integrantes das Forças Armadas ligados a denúncias de corrupção na aquisição de vacinas.


E não podemos esquecer que a CPI está em um novo momento, afinal, o presidente Omar Aziz mandou prender o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias.

E em meio a isso tudo, o presidente Jair Bolsonaro cumpre uma promessa de campanha. Em um aceno, ou melhor, com um sinalizador em chamas para chamar a atenção das bases mais conservadoras, Bolsonaro indicou um nome “terrivelmente evangélico” para ocupar a vaga do ministro Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal. André Mendonça é o atual advogado-geral da União. Só para lembrar, o pastor presbiteriano mandou a Polícia Federal investigar os críticos do presidente quando esteve à frente do Ministério da Justiça.

Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.  Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

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Todo Dia Oito #5 Menininha, a primeira mãe-de-santo pop

Geórgia Santos
8 de julho de 2021
Todo dia Oito. Todo dia oito, uma história. Todo dia oito, uma mulher
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No quinto episódio do podcast, Menininha, a primeira mãe-de-santo pop. O título não é de nossa autoria. Quem disse que Mãe Menininha do Gantois foi a primeira mãe-de-santo pop foi Gilberto Gil. Mas, apesar de ser verdade – afinal, tinha mais de 700 filhos-de-santo, entre eles o próprio Gil, Caetano, Bethânia e Vinícius de Moraes – ela era muito mais que isso. Amada em todo o Brasil, Mãe Menininha é lembrada por advogar pela tolerância e liberdade religiosas.

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QUEM FAZ

Produção: Vós; Pesquisa: Flávia Cunha e Geórgia Santos; Roteiro: Geórgia Santos e Flávia Cunha; Direção Artística: Raquel Grabauska; Apresentação e edição: Geórgia Santos; Vocais: Cláudia Braga, Stefania Johnson e Geórgia Santos; Locução: Andrea Almeida e Cléber Grabauska; Trilha sonora original: Gustavo Finkler. O depoimento de mãe menininha e os tambores ouvidos ao longo do episódio foram extraídos do LP Mãe Menininha do Gantois. Disco gravado ao vivo no Gantois, em Salvador, na Bahia. Ainda ouvimos Vinícius e Toquinho com Tatamirô e Caetano, Bethania e Dona Canô com Oração de Mae Menininha, de autoria de Dorrival Caymmi

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BSV Especial Coronavírus #65 Entrevista com Omar Aziz

Geórgia Santos
7 de julho de 2021

Nesta semana, entrevistamos o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM). Afinal de contas, parece que há uma rede em torno de superfaturamento e propina de vacinas. E não, nós não esquecemos da rachadinhas.

Gravações inéditas apontam o envolvimento direto de Jair Bolsonaro em esquema ilegal de entrega de salários de assessores quando era deputado federal. A reportagem da jornalista Juliana Dal Piva, do Uol, traz áudios de Andrea Valle, ex-cunhada de Bolsonaro, que revela que o irmão foi demitido porque se recusou a devolver parte do salário. É a primeira vez que um ex-assessor admite o envolvimento direto do presidente. Bolsonaro fez da rachadinha um negócio de família.

Mas não nos esqueçamos que há corrupção ocorrendo AGORA, enquanto milhares morrem em função da Covid. Porque à medida que as investigações avançam, se percebe que há todo um esquema em torno do superfaturamento e da propina.

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Por isso vamos conversar com o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM)

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É treta demais. Covaxin, Davati, um dólar, Luís Miranda, Dominghetti, Reverendo, Cristiano, propina, fiscal de contrato, superfaturamento, shopping, depoimento, chopp, coronel, 400 milhões de doses, emails ignorados, servidor exonerado, servidor ameaçado. Ahhh. Só resta dizer uma coisa. Fora Bolsonaro.

Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.  Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

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BSV Especial Coronavírus #64 Corrupção e a queda do rei

Geórgia Santos
30 de junho de 2021

Nesta semana, o petardo da Folha e a queda do rei. Será que a corrupção derruba Bolsonaro?

O representante de uma vendedora de vacinas afirmou, em entrevista à jornalista Constança Rezende, da Folha de São Paulo, que o Governo Bolsonaro pediu  propina de UM DÓLAR por dose em troca de fechar contrato com o Ministério da Saúde. Luiz Paulo Dominguetti Pereira se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply.

O esquema é obscuro e tudo leva a crer que a tal da empresa é picareta. Essa poderia ser uma justificativa de Jair Bolsonaro para se defender. Mas aí o governo faz o que? Exonera o diretor de Logística do Ministério da Saúde. Roberto Ferreira Dias seria o contato do tal representante e a pessoa a cobrar a propina. E na quarta-feira pela manhã a Folha divulga que emails mostram que o governo negociou oficialmente a compra de vacinas com essa empresas.

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Pra o governo Bolsonaro, a vida do brasileiro vale R$10 
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Lembrando que há investigações sobre suspeitas de irregularidades na compra da vacina Covaxin. O esquema foi denunciado pelo deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) e pelo irmão do deputado, o servidor Luis Ricardo Miranda, chefe do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. Os irmãos prestaram depoimento na CPI da Covid e, à comissão, o deputado afirmou que ouviu de Bolsonaro, durante encontro em março, que as tratativas suspeitas  eram “coisa” do Barros, referindo-se ao líder do governo na Câmara, Ricardo Barros.

E ainda tem o depoimento de Carlos Wizard na CPI da Covid. O empresário é suspeito de integrar o gabinete paralelo e chegou à CPI segurando uma placa em que se lia: Isaías 41:10. “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.”

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E aí, cai ou não cai? Segundo Carla Zambelli, o governo precisa de orações
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Participam os jornalistas Geórgia Santos, Flávia Cunha, Igor Natusch e Tércio Saccol.  Você também pode ouvir o episódio no Spotify, Itunes e Castbox.

 

Vós Pessoas no Plural · BSV Especial Coronavírus #64 Corrupção e a queda do rei
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Desigualdade até na dor

Geórgia Santos
30 de junho de 2021

Desigualdade até na dor . a dificuldade de acesso a serviços de acolhimento e saúde mental por pessoas de baixa renda

Desde o início da pandemia de coronavírus, o número de brasileiros que sofrem de transtornos de ansiedade, depressão e estresse só aumenta. E para as pessoas de baixa renda, o sofrimento é ainda maior em função da dificuldade de acesso a serviços de acolhimento e saúde mental. O Brasil está mais triste e continua desigual, até na dor.