{"id":9319,"date":"2023-08-23T08:44:47","date_gmt":"2023-08-23T11:44:47","guid":{"rendered":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=9319"},"modified":"2023-11-24T15:09:47","modified_gmt":"2023-11-24T18:09:47","slug":"o-gato-fantasma-do-pampa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=9319","title":{"rendered":"O gato fantasma do Pampa"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><span style=\"color: #808080;\"><em>Reportagem: Duda Menegassi e Ge\u00f3rgia Santos, uma parceria do V\u00f3s com o site <a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/oeco.org.br\/reportagens\/o-gato-fantasma-do-pampa-o-felino-mais-ameacado-do-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">((o)) eco<\/a>\u00a0<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"Type__TypeElement-sc-goli3j-0 idfSAh\" style=\"text-align: justify;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><span style=\"color: #333333;\"><strong><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\">Pesquisadores tentam monitorar o raro e amea\u00e7ado gato-palheiro-pampeano e construir estrat\u00e9gias para salv\u00e1-lo da extin\u00e7\u00e3o. Restam menos de 50 indiv\u00edduos na natureza, o que faz dele o felino mais amea\u00e7ado do mundo.<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\">.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\">Bastou um clique. O contraste da cena em preto e branco evidencia as listras pretas que estampam as quatro patas do felino. A caracter\u00edstica \u00e9 inconfund\u00edvel: trata-se de um gato-palheiro-do-pampa, um dos felinos mais amea\u00e7ados do mundo, com menos de 50 indiv\u00edduos estimados na natureza. Fotograf\u00e1-lo em seu ambiente natural \u00e9 um ato raro. O que faz dessa singela fotografia, feita por uma armadilha fotogr\u00e1fica, inestim\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA armadilha filma e fotografa, quando acionada pelo sensor de movimento, mas o equipamento teve uma falha t\u00e9cnica e n\u00e3o filmou, mas pelo menos ficamos com a foto\u201d, conta a professora Ana Rovedder. A pesquisadora coordena o N\u00facleo de Estudos e Pesquisas em Recupera\u00e7\u00e3o de \u00c1reas Degradadas (NEPRADE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), respons\u00e1vel pelo projeto RestauraPampa, realizado com apoio do GEF Terrestre, atrav\u00e9s do Funbio, e iniciou este ano a coordena\u00e7\u00e3o da Rede Sul de Restaura\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O registro foi feito em janeiro deste ano, na Reserva Biol\u00f3gica do Ibirapuit\u00e3, uma \u00e1rea protegida estadual de 351 hectares, situada no munic\u00edpio ga\u00facho de Alegrete, na regi\u00e3o da Fronteira. \u00c9 a primeira vez que o animal \u00e9 documentado dentro de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4 class=\"Type__TypeElement-sc-goli3j-0 idfSAh\" style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><span style=\"color: #333333;\" data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\">.<\/span><\/span><\/h4>\n<h4 class=\"Type__TypeElement-sc-goli3j-0 idfSAh\" style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><span style=\"color: #ffffff; background-color: #333333;\" data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Ou\u00e7a a hist\u00f3ria dessa descoberta pela voz da rep\u00f3rter Ge\u00f3rgia Santos<\/span><\/span><span style=\"color: #ffffff; background-color: #333333;\" data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\">\u00a0<\/span><\/span><span style=\"color: #ffffff; background-color: #333333;\" data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\">no podcast\u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><\/span><\/h4>\n<h4 class=\"Type__TypeElement-sc-goli3j-0 idfSAh\" style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><span style=\"color: #ffffff;\"><span style=\"background-color: #333333;\">\u00a0 \u00a0 \u00a0O GATO FANTASMA DO PAMPA\u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><\/span><\/h4>\n<p data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/podcasters.spotify.com\/pod\/show\/vos-social\/embed\/episodes\/O-gato-fantasma-do-Pampa-e28dhi0\" width=\"100%\" height=\"200px\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><span style=\"color: #333333;\">.<\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O gato-palheiro-do-pampa (<i>Leopardus munoai<\/i>), como o nome sugere, tem uma rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com o bioma ga\u00facho, j\u00e1 que a &#8220;cor de palha\u201d permite que ele se camufle na vegeta\u00e7\u00e3o campestre. Al\u00e9m disso, a distribui\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie se sobrep\u00f5e a dos campos nativos, que se estendem do Rio Grande do Sul para o Uruguai e Argentina.\u00a0Monitor\u00e1-lo, entretanto, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. \u201cEle \u00e9 um gato errante, um gato fantasma, ele n\u00e3o forma fam\u00edlias e anda o tempo inteiro. E ele precisa do campo, n\u00e3o \u00e9 um gato de floresta\u201d, enfatiza Rovedder.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O zo\u00f3logo F\u00e1bio Mazim, consultor ambiental que apoia o projeto de monitoramento e membro do Pr\u00f3-Carn\u00edvoros, refor\u00e7a que essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 mais espec\u00edfica ainda, j\u00e1 que os gatos-palheiros preferem campos que n\u00e3o sejam nem muito rasteiros, nem muito arbustivos. \u201cHoje restam s\u00f3 em torno de tr\u00eas milh\u00f5es de hectares desse campo, sendo que ele sofre muito impacto\u201d, ressalta.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Somada ao principal problema, que \u00e9 a perda de habitat, est\u00e3o amea\u00e7as como preda\u00e7\u00e3o por cachorros, ca\u00e7a por retalia\u00e7\u00e3o e atropelamento. \u201cSetenta por cento dos registros que n\u00f3s temos \u00e9 por atropelamento. Sabe por qu\u00ea? Porque eles est\u00e3o se restringindo a viver nas faixas de dom\u00ednio de rodovia [as laterais da pista] que \u00e9 o \u00fanico lugar que n\u00e3o est\u00e1 impactado pela agricultura. Ent\u00e3o aquele campinho que fica ali \u00e9 a \u00e1rea que eles est\u00e3o e a\u00ed se torna uma armadilha ecol\u00f3gica\u201d, explica F\u00e1bio.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Um levantamento recente liderado pelo zo\u00f3logo mostra que desde que a esp\u00e9cie foi descrita, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, foram feitos somente pouco mais de 200 registros deste gato, o que equivale a 1,28 por ano. O gato-palheiro-do-pampa \u00e9 considerado, portanto, o felino mais amea\u00e7ado do Brasil e possivelmente o mais amea\u00e7ado do mundo. Estima-se que existam apenas entre 35 e 50 indiv\u00edduos na natureza.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\">.<\/p>\n<h4 class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\">\u201c\u00c9 uma esp\u00e9cie que n\u00e3o se salva mais sozinha. Tem que ter interfer\u00eancia humana\u201d, sentencia<\/span><\/h4>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\">.\u00a0<\/p>\n<figure id=\"attachment_9321\" aria-describedby=\"caption-attachment-9321\" style=\"width: 944px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Captura-de-Tela-2023-08-23-as-08.20.53-e1692789995173.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9321\" src=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Captura-de-Tela-2023-08-23-as-08.20.53-e1692789995173.png\" alt=\"\" width=\"944\" height=\"707\" srcset=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Captura-de-Tela-2023-08-23-as-08.20.53-e1692789995173.png 944w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Captura-de-Tela-2023-08-23-as-08.20.53-e1692789995173-300x225.png 300w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Captura-de-Tela-2023-08-23-as-08.20.53-e1692789995173-768x575.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 944px) 100vw, 944px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9321\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #999999;\"><em>Registro da armadilha fotogr\u00e1fica instalada na Reserva Biol\u00f3gica do Ibirapuit\u00e3, o primeiro feito dentro de unidade de conserva\u00e7\u00e3o. Fonte: Projeto RestauraPampa<\/em><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Ainda que possa ser considerada uma medida dr\u00e1stica, F\u00e1bio acredita que talvez a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para a esp\u00e9cie seja capturar indiv\u00edduos de vida livre para reproduz\u00ed-los em cativeiro, o que \u00e9 chamado de manejo\u00a0<i>ex situ<\/i>, ou seja, fora do ambiente natural. Atualmente, n\u00e3o h\u00e1 nenhum indiv\u00edduo da esp\u00e9cie em cativeiro no Brasil. A \u00fanica experi\u00eancia do tipo acontece no Uruguai, onde h\u00e1 tr\u00eas desses felinos em cativeiro, mas, at\u00e9 agora, os uruguaios n\u00e3o tiveram sucesso nas tentativas de reprodu\u00e7\u00e3o. \u201cPorque sen\u00e3o vai se perder n\u00e3o apenas a esp\u00e9cie na natureza, mas tamb\u00e9m na face da terra\u201d, alerta.\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Apesar disso, a esp\u00e9cie nem sequer aparece na Lista Vermelha da fauna amea\u00e7ada do pa\u00eds. Na \u00e9poca da avalia\u00e7\u00e3o de felinos, atualizada pela \u00faltima vez em 2014, conhecia-se somente uma esp\u00e9cie de gato-palheiro, o\u00a0<i>Leopardus colocolo<\/i>\u00a0\u2013 classificado como Vulner\u00e1vel \u00e0 extin\u00e7\u00e3o \u2013 que teria duas subesp\u00e9cies. Isso foi revisto apenas em 2020, quando a ci\u00eancia passou a reconhecer o gato-palheiro-do-pampa (<i>Leopardus munoai<\/i>) como uma esp\u00e9cie.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O trabalho de monitoramento come\u00e7ou em dezembro de 2020, com armadilhas fotogr\u00e1ficas em duas unidades de conserva\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da Rebio, onde o gato-palheiro foi documentado, h\u00e1 c\u00e2meras no Parque Estadual do Espinilho, a cerca de 200 quil\u00f4metros da reserva biol\u00f3gica.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Por serem animais errantes e solit\u00e1rios, \u00e9 muito dif\u00edcil monitor\u00e1-los. Atrav\u00e9s das c\u00e2meras, os pesquisadores esperam conseguir novas informa\u00e7\u00f5es sobre a esp\u00e9cie, sobre a qual ainda se sabe muito pouco. \u201cA gente manteve as c\u00e2meras nos mesmos locais, porque se a gente conseguir captar comportamento fixo em uma trilha, em um local, talvez seja a primeira vez que a gente vai poder falar em popula\u00e7\u00e3o de gato-palheiro, porque como eles s\u00e3o solit\u00e1rios\u201d, explica Ana Rovedder, professora da UFSM.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Esse comportamento solit\u00e1rio era refor\u00e7ado pelo fato de que, at\u00e9 muito recentemente, n\u00e3o havia o registro de nenhuma popula\u00e7\u00e3o de gato-palheiro-do-pampa. Gra\u00e7as ao esfor\u00e7o de monitoramento dos projetos de conserva\u00e7\u00e3o, foi poss\u00edvel fazer seis novos registros da esp\u00e9cie por armadilha fotogr\u00e1fica e identificar duas popula\u00e7\u00f5es, em dois locais diferentes. \u201c\u00c9 a primeira vez que se repete o registro dos mesmos indiv\u00edduos\u201d, comemora o consultor do projeto F\u00e1bio Mazim. A reportagem teve acesso aos arquivos que mostram o mesmo indiv\u00edduo, no mesmo local, em dois momentos diferentes.<\/p>\n<div style=\"width: 640px;\" class=\"wp-video\"><!--[if lt IE 9]><script>document.createElement('video');<\/script><![endif]-->\n<video class=\"wp-video-shortcode\" id=\"video-9319-1\" width=\"640\" height=\"360\" loop=\"1\" autoplay=\"1\" preload=\"metadata\" controls=\"controls\"><source type=\"video\/mp4\" src=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Videoleap-A9CD5A65-A554-4DD9-B3D7-55B6A6F677C8.mp4?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Videoleap-A9CD5A65-A554-4DD9-B3D7-55B6A6F677C8.mp4\">https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/Videoleap-A9CD5A65-A554-4DD9-B3D7-55B6A6F677C8.mp4<\/a><\/video><\/div>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #999999;\"><em>O gato-palheiro-do-pampa em novo registro feito pela Expedi\u00e7\u00e3o Gato-Palheiro-Pampeano em junho de 2023<\/em><\/span><\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Uma parte desses novos registros \u00e9 da Expedi\u00e7\u00e3o Gato-Palheiro-Pampeano. Al\u00e9m do F\u00e1bio Mazim (Pr\u00f3-Carnivoros), participam o Mois\u00e9s Barp, Mauricio Santos e Yan Rodrigues (iniciativa privada), e Paulo Wagner (CETAS-IBAMA\/RS). \u201cO nosso plano hoje \u00e9 tentar registrar uma popula\u00e7\u00e3o ou indiv\u00edduos que estejam ocupando um territ\u00f3rio de forma residencial. E a\u00ed tentar capturar, colocar um r\u00e1dio colar e monitorar ecologia espacial. Ver realmente qual \u00e9 o tipo de campo que ele gosta e necessita, tamanho de \u00e1rea de vida, etc\u201d, explica o zo\u00f3logo.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">As imagens das armadilhas fotogr\u00e1ficas do RestauraPampa s\u00e3o monitoradas a cada trimestre. Junto com o registro do gato-palheiro-do-pampa, tamb\u00e9m foram flagrados outras duas esp\u00e9cies de felinos: o gato-do-mato-grande (<i>Leopardus geoffroyi<\/i>), documentado no Parque Estadual do Espinilho, e o gato-maracaj\u00e1 (<i>Leopardus wiedii<\/i>), que foi registrado na Reserva Biol\u00f3gica do Ibirapuit\u00e3. Ambas as esp\u00e9cies s\u00e3o classificadas como Vulner\u00e1veis \u00e0 Extin\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. \u201cS\u00e3o duas unidades de conserva\u00e7\u00e3o muito invisibilizadas e esses registros mostram o valor dessas \u00e1reas, que s\u00e3o os corredores finais de Pampa que a gente tem. Se a gente n\u00e3o tiver elas, a gente n\u00e3o tem ref\u00fagio para essa fauna e flora espec\u00edfica\u201d, destaca Rovedder.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">A especificidade da biodiversidade citada pela pesquisadora \u00e9 o que a ci\u00eancia chama de endemismo, ou seja, as esp\u00e9cies que s\u00f3 ocorrem num local ou bioma espec\u00edfico, que coevolu\u00edram com o ambiente e, por isso, s\u00f3 conseguem sobreviver ali. \u00c9 o caso do gato-palheiro-do-pampa, mas n\u00e3o apenas dele. A vegeta\u00e7\u00e3o dos campos sulinos abriga mais de 400 esp\u00e9cies end\u00eamicas da flora, com ocorr\u00eancia restrita ao Pampa brasileiro.\u00a0\u201cO Pampa \u00e9 um dos biomas de campo mais biodiversos do mundo\u201d, refor\u00e7a Ana Rovedder.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Em contrapartida, apenas 3,14% do Pampa est\u00e1 coberto por unidades de conserva\u00e7\u00e3o, que equivalem a menos de 600 mil hectares. Dentro desse j\u00e1 pequeno territ\u00f3rio protegido, menos de um quarto (21,4%) contam com prote\u00e7\u00e3o integral, o restante est\u00e1 na categoria de uso sustent\u00e1vel, mais flex\u00edvel e permissivo \u00e0s atividades humanas e seus impactos.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO comportamento do gato-palheiro-do-pampa \u00e9 se esconder nas moitas de campo, ali ele esconde os filhotes, se reproduz, se alimenta de pequenos ratinhos nativos do pampa. Ele tem todo o comportamento de alimenta\u00e7\u00e3o, abrigo e reprodu\u00e7\u00e3o nos campos. A esp\u00e9cie demora milhares de anos para se adaptar a esse campo, sem campos como ela vai fazer?\u201d, destaca a pesquisadora da UFSM.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9334\" aria-describedby=\"caption-attachment-9334\" style=\"width: 2048px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3553-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9334 size-full\" src=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3553-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1152\" srcset=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3553-scaled.jpg 2560w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3553-768x432.jpg 768w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3553-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3553-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3553-300x169.jpg 300w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3553-1024x576.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9334\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #999999;\"><em>A paisagem natural do Pampa, o bioma brasileiro que mais perdeu vegeta\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos. Foto: Ge\u00f3rgia Santos<\/em><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\"><b>.<\/b><\/span><\/p>\n<h4 class=\"p1\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #333333;\"><b>\u00c9 preciso proteger o pampa<\/b><\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: center;\">.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O Pampa foi o bioma brasileiro\u00a0<a href=\"https:\/\/oeco.org.br\/noticias\/pampa-perdeu-34-milhoes-de-hectares-de-vegetacao-nativa-em-35-anos\/\"><span class=\"s1\">que mais perdeu vegeta\u00e7\u00e3o nativa entre 1985 e 2021<\/span><\/a>, em termos proporcionais, de acordo com dados do Mapbiomas. No per\u00edodo, 3,4 milh\u00f5es de hectares de diferentes tipos de campos deram lugar para a agricultura e silvicultura, o que representa uma perda de 29,5% de vegeta\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">Dentro dos diferentes tipos de vegeta\u00e7\u00e3o do Pampa, s\u00e3o justamente as \u00e1reas campestres que mais sofreram. Os campos perderam 36% de cobertura entre 1985 e 2021, em grande parte para dar espa\u00e7o \u00e0s monoculturas.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">As \u00e1reas ocupadas pelo homem j\u00e1 cobrem quase metade do bioma, sendo 41,6% somente para a agricultura. O plantio de madeiras para explora\u00e7\u00e3o, como eucalipto e pinus, tamb\u00e9m tem avan\u00e7ado nas \u00faltimas d\u00e9cadas. \u201cA soja e a silvicultura comercial entraram muito forte nesses \u00faltimos quatro anos. A gente est\u00e1 perdendo campo nativo e o gato-palheiro precisa do campo nativo\u201d, conta Ana Rovedder.\u00a0<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora alerta ainda para uma proposta de altera\u00e7\u00e3o do zoneamento ambiental para a atividade da silvicultura, que pode quadruplicar a \u00e1rea de floresta plantada de eucalipto sobre os campos nativos. A proposta est\u00e1 em discuss\u00e3o na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p class=\"p2\" style=\"text-align: justify;\">O zo\u00f3logo F\u00e1bio Mazim refor\u00e7a que o Pampa \u2013 e os campos de forma geral \u2013 \u00e9 invisibilizado e tem muito menos espa\u00e7o na agenda de conserva\u00e7\u00e3o do que as florestas. \u201cOutro problema, ele [o gato-palheiro] est\u00e1 num habitat, que \u00e9 o campo, sobre um solo totalmente f\u00e9rtil, que \u00e9 o solo pampeano. Tanto no sul do Rio Grande do Sul, quanto no Uruguai e no pedacinho que ele ocorre no oeste argentino, e est\u00e1 sendo convertido em lavoura\u201d, acrescenta.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9333\" aria-describedby=\"caption-attachment-9333\" style=\"width: 2048px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3547-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-9333 size-full\" src=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3547-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2048\" height=\"1152\" srcset=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3547-scaled.jpg 2560w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3547-768x432.jpg 768w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3547-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3547-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3547-300x169.jpg 300w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/IMG_3547-1024x576.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-9333\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"color: #999999;\"><em>Soja avan\u00e7a sobre os campos do Pampa no Brasil. Foto: Ge\u00f3rgia Santos<\/em><\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">T\u00e3o pouco do Pampa \u00e9 protegido, que todos os outros registros conhecidos anteriores do gato-palheiro-do-pampa foram feitos em \u00e1reas particulares. Em outubro do ano passado, a esp\u00e9cie foi vista\u00a0<a href=\"https:\/\/oeco.org.br\/salada-verde\/felino-raro-e-ameacado-de-extincao-foi-avistado-em-vinicola-no-rio-grande-do-sul\/\"><span class=\"s1\">em uma vin\u00edcola na regi\u00e3o da Campanha Ga\u00facha<\/span><\/a>, mais ao sul do estado.<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Recentemente, em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/bn\/a\/dZDrpwbGFYvyRKzhfsWZD5x\/?format=pdf&amp;lang=en\"><span class=\"s1\">artigo cient\u00edfico na Biota Neotropica<\/span><\/a>, foi divulgado o registro in\u00e9dito de um gato-palheiro-do-pampa mel\u00e2nico, ou seja, todo preto, feito em julho de 2021, numa \u00e1rea rural do munic\u00edpio de Ros\u00e1rio do Sul.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">O monitoramento de fauna realizado pelo RestauraPampa tamb\u00e9m est\u00e1 de olho em outra amea\u00e7a ao gato-palheiro: as esp\u00e9cies ex\u00f3ticas invasoras. Al\u00e9m dos javalis \u2013 que invadem cada vez mais \u00e1reas no Brasil \u2013 os cervos conhecidos como chital (<i>Axis axis<\/i>), nativos das florestas asi\u00e1ticas.\u00a0<\/p>\n<p class=\"p1\" style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m de uma eventual competi\u00e7\u00e3o por recursos, a presen\u00e7a de invasores representa um desequil\u00edbrio nos ecossistemas nativos e suas esp\u00e9cies origin\u00e1rias, como o gato-palheiro.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\">.<\/p>\n<p class=\"Type__TypeElement-sc-goli3j-0 idfSAh\" style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><span data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\"><strong>Reportagem:<\/strong><\/span><\/span><span data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\"> Duda Menegassi e Ge\u00f3rgia Santos<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><strong>Texto:\u00a0<\/strong><span data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\">Duda Menegassi<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><strong><span data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\">Arte de capa:<\/span><\/span><\/strong><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\"> Gabriela G\u00fcllich<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><strong>Podcast<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Todav\u00f3s<\/p>\n<p class=\"Type__TypeElement-sc-goli3j-0 idfSAh\" style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><span data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\"><strong>Roteiro e Edi\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/span><\/span><span data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\"> Ge\u00f3rgia Santos<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"Type__TypeElement-sc-goli3j-0 idfSAh\" style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><span data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\"><strong>Trilha sonora original:<\/strong><\/span><\/span><span data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\"> Gustavo Finkler<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"Type__TypeElement-sc-goli3j-0 idfSAh\" style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\"><span data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\"><strong>Trilha sonora adicional:<\/strong><\/span><\/span><span data-slate-node=\"text\"><span class=\"sc-jdhwqr DoxJI\" data-slate-leaf=\"true\"> Artlist<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"Type__TypeElement-sc-goli3j-0 idfSAh\" style=\"text-align: center;\" data-slate-node=\"element\" data-encore-id=\"type\" data-slate-fragment=\"JTVCJTdCJTIydHlwZSUyMiUzQSUyMnBhcmFncmFwaCUyMiUyQyUyMmNoaWxkcmVuJTIyJTNBJTVCJTdCJTIydGV4dCUyMiUzQSUyMlBlc3F1aXNhZG9yZXMlMjB0ZW50YW0lMjBtb25pdG9yYXIlMjBvJTIwcmFybyUyMGUlMjBhbWVhJUMzJUE3YWRvJTIwZ2F0by1wYWxoZWlyby1kb3MtcGFtcGFzJTIwZSUyMGNvbnN0cnVpciUyMGVzdHJhdCVDMyVBOWdpYXMlMjBwYXJhJTIwc2FsdiVDMyVBMS1sbyUyMGRhJTIwZXh0aW4lQzMlQTclQzMlQTNvLiUyMFJlc3RhbSUyMG1lbm9zJTIwZGUlMjA1MCUyMGluZGl2JUMzJUFEZHVvcyUyMG5hJTIwbmF0dXJlemElMkMlMjBvJTIwcXVlJTIwZmF6JTIwZGVsZSUyMG8lMjBmZWxpbm8lMjBtYWlzJTIwYW1lYSVDMyVBN2FkbyUyMGRvJTIwbXVuZG8uJTIyJTdEJTVEJTdEJTJDJTdCJTIydHlwZSUyMiUzQSUyMnBhcmFncmFwaCUyMiUyQyUyMmNoaWxkcmVuJTIyJTNBJTVCJTdCJTIydGV4dCUyMiUzQSUyMiUyMiU3RCU1RCU3RCUyQyU3QiUyMnR5cGUlMjIlM0ElMjJwYXJhZ3JhcGglMjIlMkMlMjJjaGlsZHJlbiUyMiUzQSU1QiU3QiUyMnRleHQlMjIlM0ElMjJBJTIwcmVwb3J0YWdlbSUyMCVDMyVBOSUyMHVtYSUyMHBhcmNlcmlhJTIwZG8lMjIlMkMlMjJib2xkJTIyJTNBdHJ1ZSU3RCUyQyU3QiUyMnR5cGUlMjIlM0ElMjJsaW5rJTIyJTJDJTIydXJsJTIyJTNBJTIyaHR0cHMlM0ElMkYlMkZ2b3Muc29jaWFsJTJGJTIyJTJDJTIydGFyZ2V0JTIyJTNBJTIyX2JsYW5rJTIyJTJDJTIycmVsJTIyJTNBJTIybm9vcGVuZXIlMjBub3JlZmVyZXIlMjIlMkMlMjJjaGlsZHJlbiUyMiUzQSU1QiU3QiUyMnRleHQlMjIlM0ElMjIlMjBWJUMzJUIzcyUyMiUyQyUyMmJvbGQlMjIlM0F0cnVlJTdEJTVEJTdEJTJDJTdCJTIydGV4dCUyMiUzQSUyMiUyMGNvbSUyMGElMjBhc3NvY2lhJUMzJUE3JUMzJUEzbyUyMCUyMiUyQyUyMmJvbGQlMjIlM0F0cnVlJTdEJTJDJTdCJTIydHlwZSUyMiUzQSUyMmxpbmslMjIlMkMlMjJ1cmwlMjIlM0ElMjJodHRwcyUzQSUyRiUyRm9lY28ub3JnLmJyJTJGJTIyJTJDJTIydGFyZ2V0JTIyJTNBJTIyX2JsYW5rJTIyJTJDJTIycmVsJTIyJTNBJTIybm9vcGVuZXIlMjBub3JlZmVyZXIlMjIlMkMlMjJjaGlsZHJlbiUyMiUzQSU1QiU3QiUyMnRleHQlMjIlM0ElMjIoKG8pKSUyMGVjbyUyMiUyQyUyMmJvbGQlMjIlM0F0cnVlJTdEJTVEJTdEJTJDJTdCJTIydGV4dCUyMiUzQSUyMiUyMGRlJTIwam9ybmFsaXNtbyUyMGFtYmllbnRhbCUyMGNvbSUyMHByb2R1JUMzJUE3JUMzJUEzbyUyMGRhJTIwVG9kYXYlQzMlQjNzLiUyMiUyQyUyMmJvbGQlMjIlM0F0cnVlJTdEJTVEJTdEJTJDJTdCJTIydHlwZSUyMiUzQSUyMnBhcmFncmFwaCUyMiUyQyUyMmNoaWxkcmVuJTIyJTNBJTVCJTdCJTIydGV4dCUyMiUzQSUyMiUyMiU3RCU1RCU3RCUyQyU3QiUyMnR5cGUlMjIlM0ElMjJwYXJhZ3JhcGglMjIlMkMlMjJjaGlsZHJlbiUyMiUzQSU1QiU3QiUyMnRleHQlMjIlM0ElMjJSZXBvcnRhZ2VtJTNBJTIyJTJDJTIyYm9sZCUyMiUzQXRydWUlN0QlMkMlN0IlMjJ0ZXh0JTIyJTNBJTIyJTIwRHVkYSUyME1lbmVnYXNzaSUyMGUlMjBHZSVDMyVCM3JnaWElMjBTYW50b3MlMjIlN0QlNUQlN0QlMkMlN0IlMjJ0eXBlJTIyJTNBJTIycGFyYWdyYXBoJTIyJTJDJTIyY2hpbGRyZW4lMjIlM0ElNUIlN0IlMjJ0ZXh0JTIyJTNBJTIyUm90ZWlybyUyMGUlMjBFZGklQzMlQTclQzMlQTNvJTNBJTIyJTJDJTIyYm9sZCUyMiUzQXRydWUlN0QlMkMlN0IlMjJ0ZXh0JTIyJTNBJTIyJTIwR2UlQzMlQjNyZ2lhJTIwU2FudG9zJTIyJTdEJTVEJTdEJTJDJTdCJTIydHlwZSUyMiUzQSUyMnBhcmFncmFwaCUyMiUyQyUyMmNoaWxkcmVuJTIyJTNBJTVCJTdCJTIydGV4dCUyMiUzQSUyMlRyaWxoYSUyMHNvbm9yYSUyMG9yaWdpbmFsJTNBJTIyJTJDJTIyYm9sZCUyMiUzQXRydWUlN0QlMkMlN0IlMjJ0ZXh0JTIyJTNBJTIyJTIwR3VzdGF2byUyMEZpbmtsZXIlMjIlN0QlNUQlN0QlMkMlN0IlMjJ0eXBlJTIyJTNBJTIycGFyYWdyYXBoJTIyJTJDJTIyY2hpbGRyZW4lMjIlM0ElNUIlN0IlMjJ0ZXh0JTIyJTNBJTIyVHJpbGhhJTIwc29ub3JhJTIwYWRpY2lvbmFsJTNBJTIyJTJDJTIyYm9sZCUyMiUzQXRydWUlN0QlMkMlN0IlMjJ0ZXh0JTIyJTNBJTIyJTIwU3RvcnlCbG9ja3MlMjBlJTIwQXJ0bGlzdCUyMiU3RCU1RCU3RCUyQyU3QiUyMnR5cGUlMjIlM0ElMjJwYXJhZ3JhcGglMjIlMkMlMjJjaGlsZHJlbiUyMiUzQSU1QiU3QiUyMnRleHQlMjIlM0ElMjJBcnRlJTIwZGUlMjBjYXBhJTNBJTIyJTJDJTIyYm9sZCUyMiUzQXRydWUlN0QlMkMlN0IlMjJ0ZXh0JTIyJTNBJTIyJTIwR2FicmllbGElMjBHdWxsaWNoJTIyJTdEJTVEJTdEJTJDJTdCJTIydHlwZSUyMiUzQSUyMnBhcmFncmFwaCUyMiUyQyUyMmNoaWxkcmVuJTIyJTNBJTVCJTdCJTIydGV4dCUyMiUzQSUyMiUyMiU3RCU1RCU3RCU1RA==\">\u00a0<\/p>\n<p 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