{"id":8290,"date":"2021-08-10T15:49:01","date_gmt":"2021-08-10T18:49:01","guid":{"rendered":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=8290"},"modified":"2021-08-10T15:49:02","modified_gmt":"2021-08-10T18:49:02","slug":"para-quebrar-o-sistema-e-preciso-acao-direta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=8290","title":{"rendered":"Para quebrar o sistema, \u00e9 preciso a\u00e7\u00e3o direta"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para quebrar o sistema, os defensores de ideais antidemocr\u00e1ticos resolvem colocar tanques nas ruas. Ou lutam por coisas estranhas, como a volta do voto impresso em meio \u00e0 uma grave crise sanit\u00e1ria. Tamb\u00e9m tem quem prefira criticar os que alimentam os miser\u00e1veis e apoiar os mais ricos durante uma pandemia. Mas ainda bem que a sociedade brasileira n\u00e3o \u00e9 composta apenas por pessoas assim.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>Para realmente quebrar o sistema<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Ainda acredito que a maioria da popula\u00e7\u00e3o tem empatia e compaix\u00e3o. Por isso, a a\u00e7\u00e3o direta da sociedade civil \u00e9 t\u00e3o importante em diferentes esferas sociais. Nesse sentido, um instrumento tem sido cada vez mais utilizado para manter projetos das mais diferentes \u00e1reas. Entre elas, a\u00a0 Comunica\u00e7\u00e3o. \u00c9 o financiamento coletivo, tamb\u00e9m conhecido como crowdfunding, uma forma de dar suporte para a cria\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o de iniciativas de interesse coletivo.<\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>A Arte de Pedir<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Em um mundo t\u00e3o acostumado a falsas apar\u00eancias e demonstra\u00e7\u00f5es de status muitas vezes enganosas, criar um financiamento coletivo \u00e9 reconhecer publicamente a necessidade de apoio. \u00c9 admitir a necessidade de recursos externos para que determinado projeto comece ou permane\u00e7a em atividade. Uma das precursoras do uso dessa ferramenta foi a cantora e \u00edcone <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">indie <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">Amanda Palmer. No livro <\/span><a href=\"https:\/\/www.intrinseca.com.br\/livro\/476\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><i><span style=\"font-weight: 400\">A arte de pedir<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, ela explica os princ\u00edpios do financiamento coletivo:\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em><span style=\"font-weight: 400\">\u201cCrowdfunding, para quem n\u00e3o conhece, \u00e9 uma maneira de arrecadar fundos para iniciativas [&#8230;] pedindo para o povo (Crowd) contribuir numa grande vaquinha virtual (Funding). [&#8230;] A pr\u00f3pria exist\u00eancia do crowdfunding apresenta a todos n\u00f3s um leque de perguntas mais profundas: Como pedimos ajuda uns aos outros? Quando podemos pedir? Quem pode pedir?\u201d\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao arrecadar 1 milh\u00e3o de d\u00f3lares com sua campanha, Amanda Palmer deparou-se com outro problema:<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em><span style=\"font-weight: 400\">\u201c[&#8230;] meus financiadores \u2014 quase 25 mil pessoas \u2014 vinham seguindo minha hist\u00f3ria pessoal fazia anos. Ficaram empolgados em poder ajudar e incentivar minha independ\u00eancia frente \u00e0s gravadoras. Mas, al\u00e9m dos telefonemas aflitos de jornalistas que nunca tinham ouvido falar de mim (o que n\u00e3o admira, pois eu jamais recebera uma \u00fanica linha na Rolling Stone), perguntando por que todo aquele povo estava me ajudando, fiquei surpresa com algumas das rea\u00e7\u00f5es negativas a esse sucesso. Ao lan\u00e7ar minha campanha, acabei entrando num debate cultural mais amplo que j\u00e1 vinha se arrastando e questionava se o crowdfunding era sequer admiss\u00edvel; alguns cr\u00edticos estavam desdenhando a pr\u00e1tica como uma forma grosseira de \u2018mendigar na rede\u2019. Pelo jeito, era feio pedir.\u201d<\/span><\/em><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify\"><strong>A sinceridade em quest\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Mas ser\u00e1 mesmo feio pedir, como comenta Amanda Palmer? Depende muito da proposta e da rela\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico envolvido, eu diria. Como produtora cultural, j\u00e1 dei suporte para a realiza\u00e7\u00e3o de alguns projetos art\u00edsticos por meio de financiamento coletivo e o resultado foi muito gratificante. Por\u00e9m, como jornalista diretamente envolvida em uma iniciativa, \u00e9 a primeira vez.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Sim, porque o V\u00f3s lan\u00e7ou um<a href=\"https:\/\/www.catarse.me\/vos_social\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> plano de assinaturas<\/a> recentemente. A ideia \u00e9 jogar limpo com voc\u00eas. N\u00e3o temos patrocinadores nem mecenas. Ou seja, os conte\u00fados que oferecemos s\u00e3o produzidos sem um ganho financeiro direto. No caso da coluna Voos Liter\u00e1rios, eu sempre coloco os links das obras citadas para facilitar o acesso aos livros mencionados. Mas n\u00e3o h\u00e1 obten\u00e7\u00e3o de lucro com isso, por exemplo. Meu retorno como colunista \u00e9, at\u00e9 o momento, ter a satisfa\u00e7\u00e3o pessoal e profissional de escrever a respeito de temas que considero relevantes, com total liberdade e autonomia.\u00a0<\/span><\/p>\n<h4>Como quebrar o sistema?\u00a0<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para continuarmos na luta pela mudan\u00e7a da conjuntura atual, precisamos do apoio de quem est\u00e1 no mesmo lado da nossa trincheira. No caso, no extremo oposto de quem colocou hoje tanques nas ruas para tentar intimidar por meio de sua usual covardia. Voc\u00eas j\u00e1 sabem, mas \u00e9 sempre bom refor\u00e7ar: Fora, Bolsonaro!<\/span><\/p>\n<p><em>Imagem: Pedro Fran\u00e7a\/Ag\u00eancia Senado<\/em><\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":5,"featured_media":8291,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[2580,2579,2581,2578],"class_list":["post-8290","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-voos-literarios","tag-a-arte-de-pedir","tag-acao-direta","tag-amanda-palmer","tag-financiamento-coletivo"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8290","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8290"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8290\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8291"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8290"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8290"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8290"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}