{"id":7255,"date":"2020-06-26T18:08:21","date_gmt":"2020-06-26T21:08:21","guid":{"rendered":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=7255"},"modified":"2020-06-26T18:28:27","modified_gmt":"2020-06-26T21:28:27","slug":"literatura-infantil-antirracista-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=7255","title":{"rendered":"Literatura infantil antirracista &#8211; Parte 2"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Na semana passada, escrevi meu ponto de vista a respeito da<a href=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/voos-literarios\/literatura-infantil-antirracista-parte-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> import\u00e2ncia da literatura infantil antirracista<\/a>. Mas o tema \u00e9 amplo e as reflex\u00f5es a respeito do assunto merece mais olhares. Por isso, convidei para ocupar a coluna de hoje Gislene Sapata Rodrigues,\u00a0bibliotec\u00e1ria, contadora de hist\u00f3ria e especialista em Teoria\u00a0 e Pr\u00e1tica da Forma\u00e7\u00e3o do Leitor. Gislene, que vivencia em seu dia a dia o encantamento das crian\u00e7as com a literatura, tra\u00e7a um necess\u00e1rio panorama sobre a presen\u00e7a de escritores negros no Brasil, al\u00e9m de apontar o impacto de livros antirracistas para humanizar o olhar infantil e evitar que considerem vidas negras descart\u00e1veis. Boa leitura!<\/p>\n<h4 style=\"text-align: center\"><strong><em>Hist\u00f3rias pretas importam: o\u00a0papel da literatura infantil para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade antirracista<\/em><\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 14px;letter-spacing: 0px\">A literatura para a inf\u00e2ncia \u00e9 vasta e diversa em autoria, obras e temas. Engana-se quem v\u00ea apenas car\u00e1ter pedag\u00f3gico e utilit\u00e1rio da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria para a inf\u00e2ncia e quem acredita que a literatura infantil \u00e9 apenas frui\u00e7\u00e3o, passatempo e mero entretenimento (apesar de tamb\u00e9m s\u00ea-lo). A literatura \u00e9 arte das palavras e, embora n\u00e3o pretenda essencialmente, \u00e9 capaz de nos mobilizar, de nos convocar a ampliar e modificar o nosso olhar sobre n\u00f3s mesmos, os outros e o mundo.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Antonio C\u00e2ndido, em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Direito \u00e0 literatura<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, descreve a literatura como direito humano e demonstra o papel humanizador que a literatura tem em nossa vida. J\u00e1 Nancy Huston nos descreve, seres humanos, como esp\u00e9cie fabuladora, que necessita da fabula\u00e7\u00e3o e das hist\u00f3rias para existir. Da mesma forma, em estudo recente, o psic\u00f3logo Keith Oatley defende que ler literatura nos torna mais emp\u00e1ticos, capazes de vivenciar outras vidas, dado que a habilidade de colocar em palavras o que a vida n\u00e3o comporta \u00e9 mat\u00e9ria da arte e, como n\u00e3o poderia ser diferente, da literatura tamb\u00e9m.<\/span><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\"><strong>Contudo, surge a pergunta: quantos escritores negros voc\u00ea tem na biblioteca de casa, na biblioteca que voc\u00ea frequenta?<\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Num pa\u00eds em que 54% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 autodeclarada negra e parda, a produ\u00e7\u00e3o editorial de escritores negros e de escritoras negras corresponde, segundo estudo da professora\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Regina Dalcastagn\u00e8<\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0(UnB), a apenas 7% \u00a0dos livros publicados no Brasil. A participa\u00e7\u00e3o t\u00edmida dos autores negros e das autoras negras no mercado editorial brasileiro contrasta com a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria no Brasil 70% negra. E aqui reside o perigo de uma hist\u00f3ria \u00fanica, apresentado por Chimamanda Ngozi em uma palestra de 2009 no programa TED Talk, cujo problema consiste em ler sempre a hist\u00f3ria contada pelos brancos. Desse modo, a popula\u00e7\u00e3o negra n\u00e3o est\u00e1 nas estantes das bibliotecas, mas <\/span><span style=\"font-weight: 400\">apenas na mira do fuzil do Estado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A constru\u00e7\u00e3o de novas narrativas em um pa\u00eds t\u00e3o desigual socialmente e economicamente est\u00e1 l\u00e1 nas paredes da escola p\u00fablica sucateada. O acesso <\/span><span style=\"font-weight: 400\">\u00e0 educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e de qualidade ser\u00e1 a virada de chave. A caminhada \u00e9 longa, e fica registrada aqui a solidariedade a tantos profissionais que est\u00e3o remando contra a mar\u00e9 e que, no contexto da pandemia, n\u00e3o t\u00eam o menor horizonte de como dar continuidade ao ano letivo. Mas uma solu\u00e7\u00e3o para diversos obst\u00e1culos est\u00e1 na escola, na biblioteca da escola, cuja exist\u00eancia \u00e9 obrigat\u00f3ria nas escolas da rede p\u00fablica e privada, conforme a Lei 12.244\/2010. \u00c9 na biblioteca, na escola, que podemos efetivar a educa\u00e7\u00e3o antirracista. Trabalhos como aquele da educadora Larisse Moraes\u00a0com o coletivo Afroativos nos d\u00e3o alento e esperan\u00e7a, mostrando que \u00e9, sim, poss\u00edvel que existam novas narrativas. O lan\u00e7amento da obra <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">A gente que lute<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> no ano passado, escrita por estudantes oriundos da escola p\u00fablica sob a coordena\u00e7\u00e3o de professoras como a professora Ana Paula Cecato, evidenciam que \u00e9 poss\u00edvel (e necess\u00e1rio) usar a leitura e a escrita como arma para lutar contra o racismo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">E \u00e9 nas escolas que a leitura de livros de tem\u00e1ticas afro-brasileiras e africanas, com a leitura de autores negros,\u00a0\u00e9 um passo importante na busca de uma educa\u00e7\u00e3o antirracista, pois se os estudantes t\u00eam acesso a obras escritas por autores negros, como Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, Kiusam de Oliveira, Ryane Le\u00e3o, Bell Hooks, Jarid Arraes, estamos subvertendo a ordem e o c\u00e2none,\u00a0estamos avan\u00e7ando em rela\u00e7\u00e3o a narrativas \u00fanicas sobre os negros no Brasil e no mundo, reconhecendo, assim,\u00a0a intelectualidade negra.<\/span><\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify\"><strong>Para as crian\u00e7as negras, a busca da ancestralidade e o fato de se sentirem representadas nas p\u00e1ginas de um livro e nas estantes de uma biblioteca d\u00e3o a todas uma oportunidade de reconhecerem-se e de constru\u00edrem sua autoestima. <\/strong><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMAGEM-ARTIGO.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-7256 alignleft\" src=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMAGEM-ARTIGO-241x300.png\" alt=\"\" width=\"241\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMAGEM-ARTIGO-241x300.png 241w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/IMAGEM-ARTIGO.png 424w\" sizes=\"auto, (max-width: 241px) 100vw, 241px\" \/><\/a>R<span style=\"font-weight: 400\">econhecer outras narrativas al\u00e9m das impostas pela m\u00eddia e pelo c\u00e2none e do un\u00edssono da escravid\u00e3o presente nos livros de hist\u00f3ria, dessa forma, se configura como muito importante, dado que o racismo estrutural no Brasil acaba por silenciar e apagar o corpo negro e suas fei\u00e7\u00f5es. Falar com as crian\u00e7as negras sobre racismo tamb\u00e9m lhes proporciona ferramentas para o enfrentamento de algo sutil e danoso a sua <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">psiqu\u00ea<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, \u00e0 sua autoimagem e aos seus sonhos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para as crian\u00e7as n\u00e3o-negras e brancas, o contato com as hist\u00f3rias, os personagens e as autorias negras permite que desenvolvam rela\u00e7\u00f5es de respeito e afeto, impedindo que essas tornem os corpos, as subjetividades e as vidas negras descart\u00e1veis. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">A partir do momento em que conseguimos engajar todos na quest\u00e3o racial, inclusive percebendo seus lugares de fala e de cala, estamos caminhando para um olhar mais cr\u00edtico e respons\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o a um problema que ceifa tantas vidas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A professora Eliane Debus (2018), da UFSC, em sua pesquisa sobre tem\u00e1tica africana e afro-brasileira na literatura infantil, organiza essa produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria\u00a0em tr\u00eas categorias: literatura que tematiza a cultura africana e afro-brasileira; literatura afro-brasileira escrita por escritores negros e escritoras negras; e literaturas africanas, escrita pelos autores do continente africano que cada vez mais t\u00eam sido traduzidos, como, Ondjaki, Chimanda Ngozi e No\u00e9mia de Sousa.<\/span><\/p>\n<h6 style=\"text-align: center\"><span style=\"font-weight: 400\"><strong>\u00c9 importante tamb\u00e9m observar como os personagens negros aparecem retratados.<\/strong> <\/span><\/h6>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">S\u00e3o desumanizados? Est\u00e3o em posi\u00e7\u00e3o de subordina\u00e7\u00e3o aos personagens brancos? Essas s\u00e3o quest\u00f5es importantes para analisarmos se pensarmos que, de alguma forma, a escrita de literatura feita pela imensa maioria de homens brancos acaba por reproduzir o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">status quo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. E nem me venham com Lobato.<\/span><\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify\"><strong>Gostaria de compartilhar algumas produ\u00e7\u00f5es potentes que devem fazer parte da sua biblioteca pessoal e das crian\u00e7as da sua vida:<\/strong><\/h6>\n<ul>\n<li><em><a href=\"https:\/\/www.editorapeiropolis.com.br\/produto\/o-mundo-no-black-power-de-tayo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Um mundo no black power de Tay\u00f3<\/a>.<\/em>\u00a0Kiusam de Oliveria. Ed. Peir\u00f3polis<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.editoramostarda.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cole\u00e7\u00e3o Black Power<\/a>. Editora Mostarda.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.pallaseditora.com.br\/produto\/Quando_a_escrava_Esperanca_Garcia_escreveu_uma_carta\/240\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Quando a escrava Esperan\u00e7a Garcia escreveu uma carta<\/em><\/a>, S\u00f4nia Rosa. Pallas Editora.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.record.com.br\/produto\/a-dona-da-festa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>A Dona da Festa<\/em><\/a>. Elisa Lucinda. Galerinha.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.pallaseditora.com.br\/produto\/Caderno_de_rimas_do_Joao\/287\/5\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>O Caderno de Rimas de Jo\u00e3o<\/em><\/a>. L\u00e1zaro Ramos. Pallas Editora.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/detalhe.php?codigo=41343\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Amoras<\/em><\/a>. Emicida. Companhia das Letrinhas.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/jaridarraes.com\/heroinas-negras-brasileiras-em-15-cordeis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Hero\u00ednas Negras Brasileiras em 15 cord\u00e9is<\/em><\/a>, Jarid Arraes. Ed. P\u00f3len.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/produto\/meu-crespo-e-de-rainha-773\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Meu crespo \u00e9 de rainha<\/em><\/a>. Bell Hooks, Editora Boitat\u00e1.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/smliteratura.edicoessm.com.br\/#\/livro\/206\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>O \u00d4nibus de Rosa<\/em><\/a>. Fabrizio Silei. Editora SM.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/editoraibep.com.br\/product\/35593\/o-cabelo-de-lel\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>O Cabelo de Lel\u00ea<\/em><\/a>. Val\u00e9ria Bel\u00e9m. Ibep. JR.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/zahar.com.br\/pnld\/2020\/mandela-o-africano-de-todas-cores\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Mandela: o africano de todas as cores.<\/em><\/a> Alain Serres. Editora Pequena Zahar.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.ediouro.com.br\/livro\/pequeno-principe-preto\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>O Pequeno Pr\u00edncipe Preto<\/em><\/a>. Rodrigo Fran\u00e7a. Editora Nova Fronteira.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.farolliterario.com.br\/Produto\/804\/#livro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>A Princesa e a Ervilha<\/em><\/a>, Rachel Isadora. Editora Farol.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.rocco.com.br\/livro\/?cod=2866\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>A Cor de Coraline<\/em><\/a>. Alexandre Rampazo. Ed. Rocco.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.mazzaedicoes.com.br\/obra\/minha-mae-e-negra-sim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><em>Minha m\u00e3e \u00e9 negra sim.<\/em><\/a> Patr\u00edcia de Santana. Editora Mazza.<\/li>\n<\/ul>\n<h6 style=\"text-align: justify\"><strong>Al\u00e9m disso, gostaria de fazer um convite para voc\u00eas buscarem as \u00f3timas editoras que se dedicam a disseminar obras de escritores negros e tem\u00e1ticas afro centradas em suas publica\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/h6>\n<ul>\n<li><a href=\"http:\/\/www.pallaseditora.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Pallas Editora<\/span><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.editoramostarda.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Editora Mostarda\u00a0<\/span><\/a><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"http:\/\/www.kapulana.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Editora Kapulana<\/a>\u00a0\u00a0<\/span><\/li>\n<li><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.editoramale.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Editora Mal\u00ea<\/a>\u00a0<\/span><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.mazzaedicoes.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"font-weight: 400\">Editora Mazz\u00e1\u00a0<\/span><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h5 style=\"text-align: center\"><strong>\u00a0 Educar para a diversidade em um pa\u00eds racista n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas \u00e9 urgente.<\/strong><\/h5>\n<p><em>Imagem capa:\u00a0Suad Kamardeen\/Unsplash<\/em><\/p>\n<p><em style=\"font-size: 14px;letter-spacing: 0px\">Imagem texto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Internet<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na semana passada, escrevi meu ponto de vista a respeito da import\u00e2ncia da literatura infantil antirracista. 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