{"id":5641,"date":"2019-01-15T18:50:09","date_gmt":"2019-01-15T20:50:09","guid":{"rendered":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=5641"},"modified":"2019-01-15T18:50:09","modified_gmt":"2019-01-15T20:50:09","slug":"vamos-ligar-o-fda-se","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=5641","title":{"rendered":"Vamos ligar o f*da-se?"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align: center\"><strong> &#8220;A futilidade \u00e9 uma arma essencial para a sobreviv\u00eancia nestes hard times.&#8221;<\/strong><\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A frase de Caio Fernando Abreu \u00e9 um dos meus mantras atuais. Precisamos de momentos de escapismo para conseguir levar a vida nessa conjuntura sociopol\u00edtica. As not\u00edcias ruins jorram \u00e0 nossa frente e contaminam nosso dia a dia e \u00e9 dif\u00edcil fugir e alienar-se quando estamos sempre conectados.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para preservar a minha sa\u00fade mental, tenho criado situa\u00e7\u00f5es de pura futilidade, sem nenhum remorso. Do ponto de vista liter\u00e1rio, desde a campanha pol\u00edtica de 2018 tenho me jogado na leitura de obras \u201cmenores\u201d e experimentado at\u00e9 um g\u00eanero visto com desprezo pelos intelectuais: autoajuda.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Com uma ressalva. O livro pelo qual eu me apaixonei \u00e9 de \u201canti autoajuda\u201d. <\/span><a href=\"https:\/\/www.hypeness.com.br\/2018\/12\/a-sutil-arte-de-ligar-o-foda-se-lidera-lista-de-livros-mais-vendidos-da-amazon\/\"><i><span style=\"font-weight: 400\">A Sutil Arte de Ligar o F*da-se<\/span><\/i><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, de Mark Manson, nos alerta, por exemplo, que n\u00e3o somos t\u00e3o especiais como imaginamos. E \u00e9 isso \u00e9 \u00f3timo porque nos tira uma carga de responsabilidade imposta por n\u00f3s mesmos. \u00c9 dif\u00edcil ser genial, afinal se todos fossem excepcionais o conceito por si s\u00f3 perderia sentido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Contextualizando para o nosso Brasil atual, meu cap\u00edtulo preferido \u00e9 <\/span><b>Rejei\u00e7\u00e3o Faz Bem:<\/b><\/p>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400\">Como extens\u00e3o de nossa cultura positiva\/consumista, muitas pessoas foram \u2018doutrinadas\u2019 na cren\u00e7a de que devem tentar concordar e aceitar o m\u00e1ximo poss\u00edvel. Este \u00e9 um dos pilares de muitos dos livros que pregam o pensamento positivo: abra-se para as oportunidades, aceite, diga sim a tudo e a todos, e por a\u00ed vai.\u201d<\/span><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Esse trecho me fez refletir sobre que nem sempre concordar e dizer \u201csim\u201d \u00e9 positivo. Vamos aceitar para sempre um emprego com chefe abusivo? Vamos rir da piada preconceituosa para evitar desconforto de quem acha que isso \u00e9 humor? Vamos concordar com a opini\u00e3o dos parentes que propagam ideias fascistas de higieniza\u00e7\u00e3o social e depois v\u00e3o \u00e0 igreja sentindo-se perfeitos crist\u00e3os?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O autor prossegue sobre o assunto nesse mesmo cap\u00edtulo:<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">O desejo de evitar a rejei\u00e7\u00e3o a todo custo, de evitar o confronto e o conflito, o desejo de tentar aceitar tudo igualmente e de tornar tudo coerente e harm\u00f4nico, \u00e9 uma forma profunda e sutil de arrog\u00e2ncia. Pessoas que pensam assim acham que merecem se sentir bem o tempo todo, aceitando tudo porque rejeitar algo pode causar desconforto a elas mesmas ou a outra pessoa. E como elas se recusam a rejeitar qualquer coisa, levam uma vida sem valores, ego\u00edsta e voltada para o prazer. [&#8230;] A honestidade \u00e9 um desejo natural da humanidade mas um de seus efeitos colaterais \u00e9 nos obrigar a ouvir e dizer \u2018n\u00e3o\u2019. Desse modo, a rejei\u00e7\u00e3o aprimora nossos relacionamentos e torna a vida emocional mais saud\u00e1vel\u201d.<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Por isso, n\u00e3o d\u00e1 para ser isent\u00e3o nesse Brasil de \u00e2nimos t\u00e3o acirrados s\u00f3 para ser o bonzinho da turma de amigos ou da fam\u00edlia.\u00a0\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Claro que podemos escolher que batalhas valem a pena ser travadas. E em caso de verificarmos que o fascismo alheio \u00e9 incorrig\u00edvel, talvez o ideal seja darmos um tempo no contato com essas pessoas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para ligar o f*da-se em 2019, precisamos estar de olho em nosso autocuidado e sobrevivermos com um m\u00ednimo de sanidade nesses \u2018hard times\u2019, como falava Caio Fernando Abreu. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><em>Foto:\u00a0 Reprodu\u00e7\u00e3o\/Pinterest &#8211; Madonna, a rainha de ligar o f*da-se desde a d\u00e9cada de 1980\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A futilidade \u00e9 uma arma essencial para a sobreviv\u00eancia nestes hard times.&#8221; A frase de Caio Fernando Abreu \u00e9 um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":5642,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[1724,188,1725,734,1726],"class_list":["post-5641","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-voos-literarios","tag-a-sutil-arte-de-ligar-o-foda-se","tag-caio-fernando-abreu","tag-mark-manson","tag-politica-brasileira","tag-saber-dizer-nao"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5641","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5641"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5641\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5642"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}