{"id":5450,"date":"2018-11-27T13:44:41","date_gmt":"2018-11-27T15:44:41","guid":{"rendered":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=5450"},"modified":"2018-11-27T13:44:41","modified_gmt":"2018-11-27T15:44:41","slug":"denise-cruz-inspiracao-para-o-novembro-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=5450","title":{"rendered":"Denise Cruz: Inspira\u00e7\u00e3o para o Novembro Negro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Este m\u00eas \u00e9 dedicado \u00e0 reflex\u00e3o sobre racismo no Brasil, um fato que muita gente tenta relativizar e minimizar. O Novembro Negro \u00e9 uma forma de dar visibilidade ao tema e contou com diversas atividades em diferentes cidades brasileiras. Come\u00e7ou a partir do Dia da Consci\u00eancia Negra (20), uma homenagem a Zumbi dos Palmares e uma forma de evitar o apagamento da Hist\u00f3ria desse guerreiro que lutou contra a escravid\u00e3o do povo negro. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Para abordar o tema de uma forma inspiradora, a coluna Voos Liter\u00e1rios convidou a jornalista e radialista Denise Cruz para escrever a respeito de suas leituras e viv\u00eancias. \u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Dona de uma das vozes mais marcantes do r\u00e1dio ga\u00facho, &#8211; \u00a0atualmente trabalha na <a href=\"http:\/\/1053.uniaofm.com.br\/\">R\u00e1dio Uni\u00e3o FM<\/a> &#8211; nesse texto Denise vai muito al\u00e9m da voz. Demonstra sua sensibilidade e sua vis\u00e3o de mundo, que tamb\u00e9m passa pelo universo acad\u00eamico. \u00c9 mestre em Psicologia e professora universit\u00e1ria na <a href=\"http:\/\/www.saofranciscodeassis.edu.br\/\">Unifin<\/a>, onde coordena o curso de jornalismo.<\/span><\/p>\n<p>Com a palavra, Denise Cruz:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Inspira\u00e7\u00e3o. Sempre que inicio a leitura sobre a biografia de algu\u00e9m que admiro parto em busca de algo que fa\u00e7a sentido para a minha hist\u00f3ria. Entender a caminhada de outras pessoas torna a nossa estrada com curvas menos acentuadas ou, ao menos, aprendemos a dosar a velocidade nos momentos que as viradas acontecem de forma mais abrupta. \u00a0Foi assim quando li o <\/span><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Oprah-Uma-Biografia-Kitty-Kelley\/dp\/8575426176\"><strong><i>Oprah \u2013 Uma Biografia<\/i><\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, de Kitty Kelley (2010). Queria muito saber a trajet\u00f3ria dessa mulher, negra, fora dos padr\u00f5es est\u00e9ticos da televis\u00e3o, vinda de fam\u00edlia humilde que alcan\u00e7ou o sucesso n\u00e3o s\u00f3 nas telinhas, mas que virou refer\u00eancia para outras mulheres no mundo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\"><strong>A hist\u00f3ria de Oprah n\u00e3o \u00e9 diferente de muitas hist\u00f3rias que vemos\/sabemos em v\u00e1rios cantos do Brasil.<\/strong> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">A diferen\u00e7a est\u00e1 em como ela lidou com as adversidades. Vivendo situa\u00e7\u00f5es semelhantes a que ela passou podemos nos colocar como v\u00edtimas de tudo e todos ou reunir sonhos e empenho para a transforma\u00e7\u00e3o. Ela ficou com a segunda op\u00e7\u00e3o. Nina Simone (outra mulher negra agente da transforma\u00e7\u00e3o) usou a m\u00fasica para cantar seus direitos e marcar o seu espa\u00e7o. Aqui recomendo o livro <\/span><a href=\"https:\/\/www.livrariacultura.com.br\/p\/livros\/artes-e-fotografia\/musica\/jazz-ladies-a-historia-de-uma-luta-30363105?id_link=13574&amp;gclid=Cj0KCQiA8_PfBRC3ARIsAOzJ2uqBtZcrBpT3VKHdFjw-7nTgA_f8RT4yNq1DDNr97W8UueetWgsmbFMaAsymEALw_wcB\"><strong><i>Jazz Ladies &#8211; A Hist\u00f3ria de uma Luta<\/i><\/strong><\/a><span style=\"font-weight: 400\">, de St\u00e9phane Koechlin (2012).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Observando a trajet\u00f3ria dessas mulheres (citando apenas duas grandes protagonistas de suas hist\u00f3rias e com grande contribui\u00e7\u00e3o para a sociedade), entendo o quanto <strong>ainda estamos longe da real consci\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o negra nas mais diversas \u00e1reas<\/strong>. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\">Atrav\u00e9s desses livros mergulhei em narrativas que me mostraram outra perspectiva para as minhas rela\u00e7\u00f5es e ambi\u00e7\u00f5es. Longe de qualquer compara\u00e7\u00e3o (at\u00e9 porque n\u00e3o existe um par\u00e2metro m\u00ednimo para isso, mas como disse l\u00e1 no in\u00edcio, a busca \u00e9 pela inspira\u00e7\u00e3o) ao me posicionar como <strong>mulher negra na Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong> vejo que minha caminhada ainda est\u00e1 nos primeiros passos e com algumas poucas curvas acentuadas. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-weight: 400\"><strong>Tenho muito que aprender e mais ainda a agradecer por todas as mulheres negras que lutaram pela minha voz. Pela nossa voz.<\/strong>\u201d \u00a0<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><em>Foto: Acervo Pessoal<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este m\u00eas \u00e9 dedicado \u00e0 reflex\u00e3o sobre racismo no Brasil, um fato que muita gente tenta relativizar e minimizar. 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