{"id":4962,"date":"2018-09-28T15:21:13","date_gmt":"2018-09-28T18:21:13","guid":{"rendered":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=4962"},"modified":"2018-09-30T12:40:23","modified_gmt":"2018-09-30T15:40:23","slug":"adocao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=4962","title":{"rendered":"Ado\u00e7\u00e3o &#8211; Quatro relatos de pais e m\u00e3es que adotaram uma crian\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ter um filho \u00e9 algo que n\u00e3o tem como descrever. Posso falar anos e anos sobre o que \u00e9. E nunca vou chegar nem perto da complexidade, a felicidade e a inteireza que envolve tudo isso.\u00a0<strong>Sabe como se tem filho? Com amor. Essa \u00e9 a melhor forma.<\/strong> Meu carinho e admira\u00e7\u00e3o a quem tem tanto amor.<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Conversei com quatro pessoas que tiveram umas das atitudes mais lindas que algu\u00e9m pode ter: adotar uma crian\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">Airton, pai do Henrique e do Jos\u00e9 Guilherme<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando tiveram a ideia de adotar?<\/strong><br \/>\nO Marcos sempre teve vontade, por\u00e9m decidimos no inicio de 2009 e neste m\u00eas mesmo agimos&#8230;hehehe<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quanto tempo entre a ideia e a ado\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nDia 26 de janeiro de 2009 fomos at\u00e9 o JIJ (Juizado da Inf\u00e2ncia e Juventude) nos inscrevemos, j\u00e1 com documenta\u00e7\u00e3o exigida e, a partir da\u00ed, passamos por todo o processo de habilita\u00e7\u00e3o (entrevista com psic\u00f3logos e assistentes sociais com visita dos mesmos em nossa casa) para ado\u00e7\u00e3o como qualquer outro casal ou pessoa que pretende adotar. Em abril j\u00e1 est\u00e1vamos habilitados e na lista de adotantes do CNA (Cadastro Nacional de Ado\u00e7\u00e3o). Em novembro recebemos a liga\u00e7\u00e3o do JIJ da cidade de origem deles e fomos conhec\u00ea-los no dia 26 de novembro e depois veio duas visitas deles em nossa casa durante fins de semana. Depois da segunda visita decidimos que os quer\u00edamos e eles aceitaram ser nossos filhos. No dia 14 de dezembro aconteceu a audi\u00eancia e sa\u00edmos dali com a guarda provis\u00f3ria. Ap\u00f3s a segunda visita da equipe de acompanhamento fomos dados como totalmente adaptados, teve o parecer favor\u00e1vel do juiz e depois do tr\u00e2nsito julgado do processo (45 dias) fomos registr\u00e1-los em maio de 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que idade tinha a crian\u00e7a?<\/strong><br \/>\nAdotamos dois irm\u00e3os. O Henrique tinha 9 anos e o Jos\u00e9 Guilherme tinha 4 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a parte mais dif\u00edcil?<\/strong><br \/>\nFelizmente n\u00e3o tivemos nada de empec\u00edlio. Achamos que foi um processo que bem feliz. Todas as pessoas que de uma forma ou de outra se envolviam neste processo eram muito tranquilas e foi fac\u00edlimo TUDO.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi quando viu a crian\u00e7a pela primeira vez?<\/strong><br \/>\nVimos eles pela primeira vez no dia 26 de novembro, quando fomos no abrigo. Nada sab\u00edamos sobre eles. Primeiro conversamos com a equipe maravilhosa do abrigo, nos contaram sobre a vida deles e depois fomos no p\u00e1tio conhece-los. Estavam junto com outras crian\u00e7as. Fomos sem eles saber quem \u00e9ramos e assim conhecemos sem saberem a nossa inten\u00e7\u00e3o. Depois eles vieram at\u00e9 a sala da secretaria e conversamos com eles. Foi amor a primeira vista. Falamos o que est\u00e1vamos fazendo ali e se eles gostariam de nos conhecer melhor, nossa casa. Combinamos a visita. Depois desta tivemos a certeza que eram eles e eles tamb\u00e9m que \u00e9ramos nos os pais que eles escolheriam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que te fez saber que era aquela a tua crian\u00e7a?<\/strong><br \/>\nEu costumo dizer que o universo conspirou e que nossos caminhos estavam tra\u00e7ados para se cruzarem. Sou espirita e acredito que nesta passagem na terra estamos resgatando algo de outras vidas. Estava escrito que assim seria. E est\u00e1 sendo maravilhoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que tu recomenda pra quem t\u00e1 pensando nisso?<\/strong><br \/>\nEu recomendaria que adotasse imediatamente e deixe de pensar. \u00c9 uma rela\u00e7\u00e3o de completa troca de amor, carinho, aten\u00e7\u00e3o, pux\u00f5es de orelhas e companheirismo. Portanto, recomendo que a pessoa se jogue de cabe\u00e7a e totalmente disposto para dar e receber muito amor e carinho. Com certeza ser\u00e1 muito feliz.<\/p>\n<p>.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">Dorana, m\u00e3e do Davi e, agora, m\u00e3e da J\u00falia, de um ano e tr\u00eas meses<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando tiveram a ideia de adotar?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sempre tivemos a vontade de adotar, mas a atitude veio quando n\u00e3o conseguimos engravidar do segundo filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quanto tempo entre a ideia e a ado\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ideia desde o namoro&#8230;kkkk Mas entre ir no Foro Central, ficar habilitado e adotar, 6anos e 5 meses..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que idade tinha a crian\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um ano e dois meses. Pedimos no perfil uma menina de at\u00e9 quatro anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi quando viu a crian\u00e7a pela primeira vez?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira vez a gente se esfor\u00e7a pra se equilibrar, \u00e9 um momento tenso e intenso!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que tu recomenda pra quem t\u00e1 pensando nisso?<\/strong><br \/>\nO que recomendo, bom, em uma semana com ela em casa, estamos nos adaptando. Que esta busca seja feita com o apoio da tua fam\u00edlia, que seja iniciada de uma vez e que lembre sempre que &#8221; ganhar&#8221; um filho \u00e9 um presente. Independente de ser biol\u00f3gico ou n\u00e3o, ele ser\u00e1 TEU pra sempre. Responsabilidade como pais&#8230;para criarmos uma pessoa que some neste mundo.<\/p>\n<p>.<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">Ana, m\u00e3e do Henrique,7 anos<\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando tiveram a ideia de adotar? <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s tentarmos tr\u00eas gesta\u00e7\u00f5es sem sucesso<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quanto tempo entre a ideia e a ado\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n1 ano<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que idade tinha a crian\u00e7a?<\/strong><br \/>\n1 ano e 8 meses<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a parte mais dif\u00edcil?<\/strong><br \/>\n\u00c0 espera longa sem ter prazo certo e depois n\u00e3o saber muito sobre a crian\u00e7a<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi quando viu a crian\u00e7a pela primeira vez?<\/strong><br \/>\n01 m\u00eas antes de ir para minha casa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que te fez saber que era aquela a tua crian\u00e7a?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o sabia, ela me foi designada e n\u00f3s a acolhemos, n\u00e3o sentimos aquela coisa m\u00e1gica que muitos falam. Houve uma empatia e afeto m\u00fatuo pois ele queria uma fam\u00edlia e n\u00f3s quer\u00edamos um filho, mas nada m\u00e1gico, tudo muito constru\u00eddo at\u00e9 hoje, tijolinho por tijolinho. No in\u00edcio h\u00e1 um estranhamento, pois de repente nasce uma crian\u00e7a, sem gesta\u00e7\u00e3o, sem data de parto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que tu recomenda pra quem t\u00e1 pensando nisso?<\/strong><br \/>\nEsteja de cora\u00e7\u00e3o aberto, n\u00e3o coloque ideias em caixinhas, nem planos r\u00edgidos, abra-se para aprender, para receber e, claro, para exercitar um amor que com certeza vai te desafiar e exigir muito.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/33160475_10204469956744512_295153133288423424_n-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5046 aligncenter\" src=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/33160475_10204469956744512_295153133288423424_n-1.jpg\" alt=\"\" width=\"526\" height=\"526\" srcset=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/33160475_10204469956744512_295153133288423424_n-1.jpg 526w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/33160475_10204469956744512_295153133288423424_n-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/33160475_10204469956744512_295153133288423424_n-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/33160475_10204469956744512_295153133288423424_n-1-370x370.jpg 370w\" sizes=\"auto, (max-width: 526px) 100vw, 526px\" \/><\/a><\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\"><strong>Vanessa, m\u00e3e da Dora, tr\u00eas anos<\/strong><\/h5>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando tiveram a ideia de adotar?<\/strong><br \/>\nNo nosso caso n\u00e3o foi uma &#8220;ideia&#8221;. Eu sempre acreditei ser essa uma das certezas que tinha sobre maternidade. Minha companheira abra\u00e7ou o meu mundo e as minhas certezas e com a vida em comum come\u00e7amos a reconhecer os ecos uma da outra como nossos tamb\u00e9m. Assim se deu a decis\u00e3o \u00edntima de sermos m\u00e3es pela via da ado\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEntendemos que para n\u00f3s o caminho da maternidade pela insemina\u00e7\u00e3o de um doador de s\u00eamen j\u00e1 \u00e9 uma ado\u00e7\u00e3o. Ado\u00e7\u00e3o essa unilateral, no nosso entender . E ainda com vari\u00e1veis muito el\u00e1sticas quanto ao que mobiliza esses doadores.<br \/>\nOutra quest\u00e3o quanto \u00e0 sele\u00e7\u00e3o dos poss\u00edveis doadores em um banco de s\u00eamen brasileiro que nos deixou t\u00e3o distantes dessa ideia foi o fato de que, como mulheres brancas que somos, s\u00f3 poder\u00edamos ter doadores igualmente brancos. Para n\u00f3s isso \u00e9 assustador. J\u00e1 na \u00e9poca. Ainda mais hoje, n\u00f3s mulheres brancas, m\u00e3es de uma menina negra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quanto tempo entre a ideia e a ado\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAlguns anos (quase 4 anos) desde a primeira vez que falamos sobre o assunto. Em um primeiro momento nos dedicamos a construir nossa rela\u00e7\u00e3o. Nosso entendimento como casal. Do amor sedimentado cresceu a vontade de expandir esse amor para algu\u00e9m que nascesse desse amor. E a ado\u00e7\u00e3o \u00e9 s\u00f3 AMOR &#8211; pelo outro. Um outro que n\u00e3o \u00e9 gerado em voc\u00ea mas nasce e cresce em voc\u00ea. E a raz\u00e3o de ter aqui a &#8220;palavra Amor&#8221; repetidas vezes \u00e9 porque s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel a entrega quando o AMOR \u00e9 maior e transborda.<br \/>\nPor\u00e9m de tudo &#8211; demoramos 17 meses para sermos habilitadas e da habilita\u00e7\u00e3o at\u00e9 a chegada da Dora foram quase 4 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que idade tinha a crian\u00e7a?<\/strong><br \/>\nA conhecemos com menos de um ano e ela chegou com 1 ano e meio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual a parte mais dif\u00edcil?<\/strong><br \/>\nComo m\u00e3e a parte dilacerante \u00e9 quando j\u00e1 se sabe que sua filha existe; tem um rosto, um olhar, um cheiro&#8230; e voc\u00ea precisa dia ap\u00f3s dia se despedir e a deixar no abrigo at\u00e9 que algu\u00e9m compreenda que essa crian\u00e7a j\u00e1 tem uma fam\u00edlia para chamar de sua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para n\u00f3s como mulheres que se amam o mais dif\u00edcil foi lidar com o preconceito. Em muitas etapas iniciais do processo de habilita\u00e7\u00e3o e ainda pela parte t\u00e9cnica do abrigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi quando viu a crian\u00e7a pela primeira vez?<\/strong><br \/>\nFoi um turbilh\u00e3o. Dentro do abrigo, noite, frio. Eu ali em dia de festa para as crian\u00e7as maiores. Ela doente sem nada de festa. Muito s\u00e9ria, olha triste, desconfiada, vem pro meu colo. Foi a emo\u00e7\u00e3o mais doida e do\u00edda que j\u00e1 vivi. Fui tomada por uma coragem de mundo e ao mesmo tempo um medo imenso do que estava por vir me pegou pela m\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil quando nos damos conta de que o cora\u00e7\u00e3o bate fora do peito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que te fez saber que era aquela a tua crian\u00e7a?<\/strong><br \/>\nComo n\u00e3o saber?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que tu recomenda pra quem t\u00e1 pensando nisso?<\/strong><br \/>\nRecomendo leitura, escuta, compartilhamento, entrega. Recomendo urgentemente que participe de grupos de apoio \u00e0 ado\u00e7\u00e3o. Apenas os s\u00e9rios. Tem muita bobagem nas redes e muito preconceito.<br \/>\nE antes de mais nada que somente pense a ado\u00e7\u00e3o se ou quando o cora\u00e7\u00e3o estiver pronto. Ado\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser vista e n\u00e3o \u00e9 a \u00faltima op\u00e7\u00e3o para se formar uma fam\u00edlia. Os adotantes \u00e9 que devem ser na verdade os adotados. As fam\u00edlias \u00e9 que devem adotadas por essas crian\u00e7as. J\u00e1 passaram por muito. N\u00e3o s\u00e3o consolo nem nos devem gratid\u00e3o. O luto \u00e9 delas e n\u00e3o nosso. Precisamos ser e estar inteiros para elas que muitas vezes s\u00e3o fragmentadas, apenas parte de hist\u00f3rias que &#8220;preferimos&#8221; n\u00e3o contar, que &#8220;preferimos&#8221; esquecer.<br \/>\nE por fim termos a certeza segura de que uma fam\u00edlia formas pela ado\u00e7\u00e3o tem raiz no amor. E isso &#8211; o amor &#8211; tamb\u00e9m passa de pais para filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Lugares bem legais para ver um pouco sobre isso<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/DNAdaAlma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">DNA da Alma<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/search\/top\/?q=ado\u00e7\u00e3o%20tardia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ado\u00e7\u00e3o Tardia<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/cejapernambuco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">CEJA &#8211; PE<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E aqui, pra chorar um pouquinho<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" style=\"border: none; overflow: hidden;\" src=\"https:\/\/www.facebook.com\/plugins\/video.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2F9351231%2Fvideos%2F10117529396266254%2F&amp;show_text=0&amp;width=267\" width=\"267\" height=\"476\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>* Na foto est\u00e3o a Vanessa e sua companheira, J\u00falia, junto com a filhota, Dora. O clique foi da Maria Clara Adams, para a exposi\u00e7\u00e3o Amores Perfeitos.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ter um filho \u00e9 algo que n\u00e3o tem como descrever. Posso falar anos e anos sobre o que \u00e9. 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