{"id":1525,"date":"2017-05-02T17:47:41","date_gmt":"2017-05-02T20:47:41","guid":{"rendered":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=1525"},"modified":"2017-05-02T19:08:00","modified_gmt":"2017-05-02T22:08:00","slug":"maravilha-de-feminismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/?p=1525","title":{"rendered":"Maravilha de Feminismo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O que um livro sobre a Mulher Maravilha, personagem cl\u00e1ssica de HQs, faz na se\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancias Sociais de uma livraria na Calif\u00f3rnia? Foi essa intrigante quest\u00e3o que me trouxe a editora-chefe do V\u00f3s, a jornalista Ge\u00f3rgia Santos. Em uma pesquisa a respeito da obra <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">The Secret History of Wonder Woman (A Hist\u00f3ria Secreta da Mulher Maravilha, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">em tradu\u00e7\u00e3o livre<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">)\u00a0<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">descobri o motivo, at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido para mim: a cria\u00e7\u00e3o da super-hero\u00edna teve influ\u00eancia do movimento feminista e das sufragistas, que lutaram pelo direito de voto feminino.<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Nunca tinha parado para pensar no ambiente social em que a super-hero\u00edna foi criada, o que \u00e9 desvendado pelo livro escrito pela historiadora (e jornalista) norte-americana Jill\u00a0Lepore&#8221;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Meu amor \u00e0 Mulher Maravilha nada tem a ver com literatura ou feminismo, duas outras paix\u00f5es da minha vida. Na verdade, remete ao meu desejo infantil (n\u00e3o realizado) por uma fantasia da personagem, com aquele emblem\u00e1tico shortinho de estrelas. Depois de adulta, desenvolvi uma saud\u00e1vel obsess\u00e3o pela personagem, o que faz com os mais chegados sempre lembrem de mim quando encontram algo a respeito da MM.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/livro-mm.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1526 aligncenter\" src=\"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/livro-mm-217x300.jpg\" alt=\"\" width=\"281\" height=\"388\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Nunca tinha parado para pensar no ambiente social em que a super-hero\u00edna foi criada, o que \u00e9 desvendado pelo livro escrito pela historiadora (e jornalista) norte-americana Jill Lepore. Conforme a publica\u00e7\u00e3o, a personagem foi criada por um psic\u00f3logo exc\u00eantrico, chamado William Moulton Marston, que atuava como uma esp\u00e9cie de consultor pela editora DC Comics.<\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><strong>O comunicado \u00e0 imprensa na \u00e9poca do lan\u00e7amento, em 1941, tem um tom extremamente arrojado e feminista<\/strong><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA Mulher Maravilha foi concebida pelo Dr. Marston para estabelecer entre as crian\u00e7as e os jovens um padr\u00e3o de feminilidade forte, livre e corajosa; para combater a id\u00e9ia de que as mulheres s\u00e3o inferiores aos homens, e para inspirar as meninas a terem autoconfian\u00e7a para conquistas no atletismo, nas ocupa\u00e7\u00f5es e nas profiss\u00f5es monopolizadas por homens, porque a \u00fanica esperan\u00e7a para a civiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a maior liberdade, desenvolvimento e igualdade das mulheres em todos os campos da atividade humana.\u201d<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A obra ainda n\u00e3o tem tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> (al\u00f4, editoras!!). Para quem se interessou,\u00a0<a href=\"https:\/\/culti-e-popi.blogspot.com.br\/2014\/11\/mulher-maravilhaa-verdadeira-e-secreta.html\">aqui<\/a> \u00e9 poss\u00edvel saber mais a respeito do livro. P<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">ara quem domina o ingl\u00eas, tem um<a href=\"http:\/\/www.economist.com\/news\/books-and-arts\/21634989-strange-roots-american-icon-bird-not-plane?fsrc=scn\/fb\/te\/pe\/ed\/abirdbutnotaplane\"> texto \u00f3timo do The Economist<\/a>, a respeito do que eles intitulam como as estranhas ra\u00edzes de um \u00edcone norte-americano.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E confesso que depois de saber mais detalhes a respeito dos bastidores da cria\u00e7\u00e3o da Mulher Maravilha, minha por\u00e7\u00e3o intelectual ficou mais tranquila em gostar tanto desse \u00edcone da cultura pop.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que um livro sobre a Mulher Maravilha, personagem cl\u00e1ssica de HQs, faz na se\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancias Sociais de uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":1527,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[483,284,481,480,482],"class_list":["post-1525","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-voos-literarios","tag-cultura-pop","tag-feminismo","tag-jill-lepore","tag-mulher-maravilha","tag-sufragistas"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1525","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1525"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1525\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1527"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1525"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1525"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/vos.homolog.arsnova.work\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1525"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}